Convidar amigos para passar uma semana na sua casa na França. Mesmo que você ainda não tenha uma casa na França.
Era uma das vontades que acompanhavam a família Salmon Costa quando começamos a conversar, seis meses antes da viagem. Eles imaginavam três semanas numa villa durante o verão europeu. Em uma delas, receberiam um casal de amigos. Nas outras, teriam a companhia do filho de dois anos e da mãe, perto dos 80.
O sonho já continha alguma intimidade: havia pessoas que gostariam de receber, uma maneira de passar os dias, uma França que desejavam ter por perto.
Faltava encontrar o endereço.
“Vocês têm cara de vinho rosé”
Dissemos isso na segunda conversa.
Cariocas, cosmopolitas, com experiências de vida em diferentes partes do mundo, eles falavam de arte, de outras culturas e das férias com uma informalidade que nos aproximou rapidamente. A França tinha um significado particular, ligado às raízes da família.
A frase do rosé encontrou reconhecimento. Havia nela uma primeira imagem daquele verão: cuidado com as escolhas, prazer em receber e liberdade para deixar uma conversa continuar.
Mas uma atmosfera, por mais clara que pareça, precisa encontrar uma casa em que possa acontecer.
O filho pequeno tinha seus horários. A mãe precisava de conforto nos deslocamentos. O casal queria conhecer a região, aproveitar a casa e receber os amigos durante parte da estadia. E ninguém desejava passar três semanas dependendo de um carro para cada pequena vontade.
Aos poucos, o sonho foi ganhando critérios muito pessoais.
Foi assim que chegamos a Eygalières.
Um vilarejo para “conhecer” duas vezes
A primeira, quando você chega. A segunda, quando volta ao mesmo café.
Nos Alpilles, Eygalières reúne casas de pedra clara, oliveiras, pequenos comércios e uma vida de vilarejo que continua interessante depois do primeiro passeio. Há bons restaurantes, um mercado provençal e uma elegância que se permite estar à vontade.
No verão, moradores se misturam a franceses que chegam para passar as férias, entre eles parisienses que voltam à região. O vilarejo tem movimento, encontros e mesas ocupadas. Também tem a escala que permite começar a reconhecer os lugares.
Para essa família, a escolha tinha muito a ver com isso. Queriam uma estadia próxima da vida local, com espaço para encontrar suas próprias preferências.
Às sextas-feiras, o mercado ocupa a rue de la République. Frutas da estação, queijos, azeites e produtos da região podem dar uma direção ao almoço. Na semana seguinte, você pode voltar para procurar alguma coisa de que gostou.
Três semanas oferecem essa possibilidade tão pouco lembrada quando organizamos uma viagem: a de repetir por prazer.
Um restaurante merece uma segunda noite. Uma rua pode ser percorrida sem novidade. O lugar começa a ganhar referências que são suas.
Perto o suficiente para sair. Reservada o suficiente para ficar.
A Villa L’Eternelle, da nossa coleção, estava a poucos minutos a pé do centro de Eygalières, preservada do movimento. Esse pequeno percurso ajudava a definir uma experiência inteira.

VILLA LETERNELLE
Sair para comprar alguma coisa não precisaria mobilizar a família. Um café poderia caber entre dois momentos do dia. O casal teria a liberdade de caminhar até o vilarejo e voltar para uma casa com jardim, privacidade e silêncio.
Pertencente a uma família belga, a villa tem ambientes que se abrem para o exterior e uma distribuição interessante para aquela composição: um quarto no térreo, a suíte principal no andar superior e uma acomodação independente junto à piscina.
A possibilidade de receber os amigos já estava presente no desenho da viagem. A casa precisava continuar confortável quando a mesa ganhasse mais duas pessoas e os dias passassem a incluir outras conversas.
E havia Sylvie.
A governanta francesa, cheia de vida, charme e disposição para receber, dava um rosto à hospitalidade da casa. Para quem chega de outro país e pretende permanecer algumas semanas, faz diferença encontrar alguém que conhece o lugar e recebe com naturalidade.
Uma casa se torna mais fácil de viver quando você sabe a quem recorrer.
O carro já estaria na garagem
Entre o sonho e o primeiro almoço, havia uma chegada para organizar.
Cuidamos dos bilhetes aéreos, do transfer privado de Marseille até Eygalières e da entrega do carro alugado na garagem da villa.
A família queria conforto desde o desembarque. Depois de uma viagem longa, com uma criança pequena e a mãe, chegar diretamente à casa fazia parte desse cuidado. O carro estaria disponível para quando desejassem explorar os arredores.
É uma diferença que atravessa toda a estadia: ter liberdade para decidir o dia porque as partes que exigiam organização já foram encaminhadas.
A viagem podia começar a ser vivida.
A arte podia esperar até amanhã
Para quem ama arte, a Provence oferece muitas razões para sair de casa. Ter três semanas permite escolher entre elas sem pressa de esgotar a região.
Saint-Rémy-de-Provence traz galerias, pequenos endereços e a relação de Van Gogh com os Alpilles. No Musée Estrine, um espaço dedicado ao artista ajuda a aproximar sua vida e sua obra da paisagem que você encontra do lado de fora.
Em Les Baux-de-Provence, o vilarejo histórico e as Carrières des Lumières propõem outras maneiras de perceber a pedra, a imagem e a escala dos lugares.
Maussane-les-Alpilles pode entrar num dia dedicado aos azeites e à mesa. Gordes, já em direção ao Luberon, convida a uma saída com mais tempo para o caminho, as galerias e a arquitetura do vilarejo.
Esses lugares ampliam as possibilidades da estadia. A decisão de visitá-los pode acompanhar o interesse e a disposição da família.
Com uma criança de dois anos e uma avó perto dos 80, também é valioso poder deixar alguma coisa para amanhã. Ou sair em pequenos grupos. Ou descobrir que, naquele dia, o jardim da casa já oferece tudo o que se deseja.
Naquela semana, a mesa teria mais duas pessoas
Receber amigos durante parte da viagem estava entre os desejos iniciais.
Isso significava compartilhar um lugar em que a família já estaria instalada. Poder dizer “venham passar uns dias aqui” e ter uma casa para abrir.
A estadia mudaria de ritmo sem mudar de endereço. Haveria dias mais íntimos, entre o casal, o filho e a mãe, e uma semana com a presença dos amigos.
O mercado, os vinhos da região e os restaurantes encontrados pelo caminho poderiam participar desses encontros. Uma descoberta feita durante a viagem ganharia o prazer adicional de ser compartilhada.
Talvez fosse isso que já aparecia naquela conversa sobre rosé: eles imaginavam um verão com espaço para receber.
Outras villas para encontrar o seu verão
A Villa L’Eternelle foi a escolha para os Salmon Costa. Dentro da nossa curadoria, outras casas permitem imaginar relações diferentes com a Provence.
A Villa Lu Pantaïa, em Saint-Rémy-de-Provence, aproxima a vida na casa dos mercados, cafés e restaurantes do centro. É uma possibilidade para quem gosta de sair a pé e deixar o vilarejo participar da rotina, com jardim e terraço esperando na volta.

LU PANTAIA
Na Villa Cigalea, o jardim mediterrâneo generoso dá espaço aos dias de permanência. Leitura à sombra, convivência e tempo junto à piscina podem alternar com as descobertas da região.

VILLA CIGALEA
O Mas Calado convida a viver o exterior, entre a horta, a piscina e os diferentes lugares do jardim. Uma casa da nossa coleção para quem gosta de imaginar a mesa a partir dos produtos da estação e prolongar a tarde depois do almoço.

MAS CALADO
O Mas Pivoine combina a presença da pedra com interiores contemporâneos e uma escala que permite receber uma família maior. A arquitetura participa da experiência de quem deseja compartilhar o campo com mais pessoas.

MAS PIVOINE
Já o Domaine des Vignes, na região dos Alpilles, oferece possibilidades para dias em que permanecer na propriedade seja parte importante da viagem: tênis, piscina, convivência e saídas para conhecer os vinhos locais.

DOMAINE DES VIGNES
São casas com personalidades próprias. A escolha começa a fazer sentido quando você imagina quem vai chegar, quem gostaria de convidar e como espera viver ali.
Outras villas para encontrar o seu verão
Quando pensamos numa viagem, costuma ser mais fácil enumerar o que queremos conhecer.
O caso dos Salmon Costa nos aproxima de outra pergunta: o que você gostaria de poder repetir durante as férias? O caminho até o café. A ida ao mercado. O almoço em casa. A companhia da mãe. Uma noite com amigos que não precisa terminar cedo porque eles também estão hospedados ali.
Há um prazer particular em permanecer tempo suficiente para desenvolver preferências. E, numa manhã qualquer, sair de casa sabendo exatamente onde você quer ir.
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Hellen Pareto, fundadora da Blue Casas Afetivas








