Algumas escolhas parecem pequenas, mas transformam tudo. É assim com viagens, com a vida, com as decisões que tomamos todos os dias. Isso, para mim, é princípio – não abro mão e não deixarei de ter a cabeça olhando para o alto.
Trabalhamos com estadias, sim. Mas não é sobre isso. O que fazemos é criar espaços para que você viva. Não importa se é em uma casa de alto valor ou em um lugar mais simples. Se você vai estar ao redor da mesa com seus filhos, brincando na piscina, atravessando um país de trem, se jogando no chão com eles ou acordando cedo porque eles te acordaram antes. O que importa é que você esteja inteiro. Isso queima no meu coração e é por isso que eu luto todos os dias, dentro da minha própria casa. Esse olhar se reflete em tudo o que escolhemos.
Em abril, vamos para Nova York. A ideia inicial era ficar em um hotel bem localizado, atravessar o Central Park a pé, comemorar o aniversário do nosso filho, levar a nossa filha a Broadway… Mas algo me fez repensar.
Nas minhas pesquisas, um cliente mencionou um apartamento em Hamilton Heights. Hamilton Heights é um bairro com história. Um dos berços da cultura afro-americana em Nova York, lar de músicos, escritores, artistas e intelectuais que moldaram a identidade da cidade. Foi casa de figuras icônicas como Duke Ellington e Langston Hughes, e até hoje carrega essa energia criativa, misturada à sofisticação da sua arquitetura, com brownstones preservados e um espírito que resiste ao tempo. Nas últimas décadas, passou por transformações econômicas, mas manteve seu caráter autêntico, sendo um espaço vibrante e dinâmico, onde o passado e o presente se encontram.

O que faz mais sentido?
A resposta não é absoluta.
São premissas, valores, objetivos. Pessoalmente, busco a imersão mais autêntica, a experiência que traz camadas. Mas isso não significa que sempre escolho o caminho mais introspectivo ou desafiador, de repente. Às vezes, a profundidade está justamente na leveza, naquilo que nos transporta para um estado de encantamento.
A The Walt Disney Company , por exemplo. Um universo onde, para mim, também se aplica o conceito de “Cabeça no Céu e pés na Terra”. Já fomos algumas vezes, em diferentes formatos.
A melhor maneira? Estar dentro da experiência, mergulhar na fantasia, sentir a magia pulsando a cada esquina. Porque ali, entre castelos e personagens, entre fogos de artifício e músicas que despertam memórias, algo acontece: a realidade se dissolve e dá lugar ao encantamento puro.
A primeira vez da minha filha foi aos dois anos. Dormia no carrinho, corria atrás de personagens, apontava fascinada para a Dory, ficava hipnotizada diante da Árvore da Vida. Foi ali que nasceu sua paixão pela Minnie e pelo Pluto. E, ainda que tão pequena, carregou dali algo que ficou.
Voltamos outras vezes, e em cada uma, a experiência foi única. Mas a essência, essa nunca muda. Em janeiro, estivemos na Disneyland Paris. O idioma era outro, o clima diferente, mas o brilho nos olhos era o mesmo. Porque a Disney não é sobre brinquedos ou filas. É sobre reviver a infância, sobre se permitir sentir como uma criança novamente. Sobre ver seus filhos descobrirem esse universo com a mesma emoção que você sentiu um dia. E, acima de tudo, é sobre memórias. As que criamos, as que ficam, as que atravessam gerações.

Este texto não tem nenhuma pretensão de definir como deve ser a sua viagem, os seus momentos em família ou qualquer decisão sobre investimento, motivação ou prioridade. Não se trata de julgar escolhas como certas ou erradas. O que existe é um convite: para que você viva, da forma que fizer sentido para você. Para que você passe o maior tempo possível com quem você ama, aproveite sua família e esteja presente nos pequenos instantes que realmente importam.
E se isso fizer sentido para você, tenha a “Cabeça no Céu e os Pés na Terra”.
Com todo carinho,
Hellen Pareto